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08
Jan
Liderança nos tempos líquidos?

Texto: Tiago Basto

Um líder pode ter o dom da liderança, o que leva alguns a dizerem que liderança vem de berço. Porém, um líder pode ser formado, desenvolvido, desde que adquira conhecimento, desenvolva algumas habilidades e, principalmente, tenha atitude.

 

Um líder é muito mais do que alguém que tem autoridade, dá ordens e é obedecido sem questionamentos.

 

Esse conceito está errado? Não. Digamos que está desatualizado. Se pensarmos em líderes históricos, veremos esse perfil bem presente. Um exemplo são os reis que simplesmente nasciam em determinada dinastia e que não precisavam agradar ninguém para ser o líder.

 

No dicionário um “líder” é “o indivíduo que tem autoridade para comandar ou coordenar”, é a “pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamentos de outras”.

 

Porém, um verdadeiro líder, independente da época, costuma ser alguém que transmite confiança, inspira e acolhe seus liderados. Busca o tempo todo o desenvolvimento deles, possibilitando uma melhora de performance individual, reforçando seus talentos e minimizando as franquezas. Coletivamente, inspira e direciona a equipe, ou melhor, um time, pois tem clareza de que não se faz grande feitos sozinho.

 

Steve Jobs tem uma analogia bem interessante em que comparar um líder com um maestro em uma orquestra: Ele não é a melhor músico de cada instrumento, porém sabe reconhecer quem é, sabe aonde podem chegar e as limitações, enxerga toda a obra e conduz visando a realização do espetáculo.

 

No atual mundo líquido deBauman, em que tudo é efêmero, passageiro, momentâneo, a característica do líder sofreu ajustes. Como buscar resultados a longo prazo e seguir leis naturais de construção de grandes feitos? Como “orquestrar” pessoas para a realização de feitos a logo prazo e mais duradouros sabendo que o mindset (a forma de pensar) da sociedade está imediatista?  Entender que os Millennials (ou Geração Y), que estão hoje no auge dos seus 18 a 37 anos e são uma das maiores gerações da história da humanidade e tem como uma das características marcantes uma maior conexão com experiências e propósito de vida do que com status ou símbolos, que era um valor importante na geração de seus pais, por exemplo.

 

Millennials não querem ter carro, mas ir a todos os lugares; querem conhecer o mundo, mas não pagar hotéis para isso; não querem acumular bens, mas ter acesso a tudo.

 

O chefe, o líder do início do texto, aquele que manda porque tem o poder, porque controla os outros a partir do medo e da ameaça de perder o emprego ou de uma punição, com a geração dos Millennials perdem espaço, pois pedir demissão tem se tornado algo bem mais comum do que antes. E pedem demissão para ir a algum lugar? Não. Somente porque não se interessa mais por aquele emprego. E o futuro? Como fica?

 

Esqueceu que eles são imediatistas? Então...

 

Dedicar uma vida a uma empresa, que não se acredita, é quase impensável. Na primeira oportunidade de se sentir verdadeiramente ameaçados, sairão, deixando aquele suposto líder sozinho.

 

Então, como liderar essa geração?

 

Inspiração é uma das escolhas. Mostrar que cada dia de trabalho faz parte de algo maior e o que está sendo feito terá um impacto grande e gerará efeitos maiores é mais do que necessário nessa geração. Entender que a concessão de benefícios em outras épocas impensáveis, podem aumentar a produtividade, são exemplos de como gerenciar essa nova geração.

 

Outras características de liderança, que são transgeracionais, como transmitir segurança, zelar pelos liderados, sacrifício pelo bem comum e de todos e criar ambiente de confiança ainda são imprescindíveis a um líder. Pessoas que confiam no seu líder, percebendo que ele está disposto a se sacrificar pelo seu time, desenvolvem empatia a ele e, por consequência, entre o próprio grupo, sendo capazes de fazer tudo. Desde trabalhar para receber depois (até mesmo de graça) ou simplesmente fazer uma “vaquinha” para uma reforma no escritório, por exemplo.

 

Vivemos em um mundo que, mais do que nunca, está conectado, não só as pessoas entre si, mas os próprios indivíduos dentro de si. As “vidas” antes separadas: Profissional, pessoal e social não tem mais espaço, o indivíduo precisa ser único dentro de sua complexidade, não há mais espaços para mascaras, pois a tendência delas é cair (William Waack que o diga. Coitado, não era para ter gravado e soltado aquela cena).

 

 

Cabe ao novo líder entender essa nova dinâmica e gerenciar seus talentos partindo do âmago do ser de cada liderado para formar um time inspirado que alcance resultados incríveis.

 

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